Bem vindo/a ao Cyber Futebol: Este Blog Destina-se à Públicação de Notícias e Vários Conteúdos sobre o Desporto Rei

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Gattuso e a morte da irmã: «Daria tudo o que tenho por mais uma hora com ela»

 

Gennaro Gattuso, treinador da Lazio, abriu o coração numa grande entrevista ao 'Festival dello Sport' e, entre vários temas, elogiou Nuno Tavares: "Só Nuno Mendes está ao nível dele."

Recuando aos tempos de jogador, o italiano revelou o momento em que se sentiu mais invencível na vida.

"Foi no dia da final da Liga dos Campeões de 2003 contra a Juventus [o Milan venceu nos penáltis após 0-0 no tempo regulamentar]. Era o sonho da minha infância. Como sempre fui adepto do Milan, lembrei-me da final de 1989 contra o Steaua de Bucareste em Barcelona, quando fomos ao desfile comemorar [o Milan goleou 4-0]. Pensei que não podíamos perder", começou por dizer.

Ainda assim, as memórias dos tempos de atleta não são apenas boas, uma vez que devido ao seu estilo mais agressivo e conflituoso dentro de campo, Gattuso explicou que nem sempre foi fácil ser um bom pai.

"Não gosto de ver os meus jogos antigos, mudo logo de canal, não consigo. Vivia os jogos com uma adrenalina incrível e o meu filho quando era pequeno - agora tem 19 anos - mostrava-me o que eu aprontava em campo. Era difícil ser um bom educador, não tinha credibilidade. Seja como for, eu hoje não queria ter um Gattuso na minha equipa", garantiu.

Com 48 anos, o técnico argumentou que as pessoas estão em constante evolução: "Há sempre algo a aprender. A experiência não se compra no supermercado. Escrevi um livro chamado 'Quem nasce quadrado, não morre redondo', mas devo dizer que hoje sou mais redondo do que costumava ser."

A propósito de evolução, o líder da Lazio deixou muitos elogios ao homólogo da Roma, Gian Piero Gasperini. Recorde-se que os clubes são vizinhos e rivais.

"Quando eu estava a passar por dificuldades no Milan, ele ligou-me e disse 'Rino, aguenta firme'. Fez-me sentir próximo e eu não me esqueci disso. Somos um pouco parecidos e temos personalidades fortes. Depois de Arrigo Sacchi, Gasperini é o treinador que mais mudou o futebol. Todos nós tentamos fazer o que ele faz, mas raramente conseguimos", atirou.

O antigo treinador da Atalanta, entre outras ideias, foi um dos maiores responsáveis por recuperar a utilização da marcação individual em todos os momentos do jogo, um fenómeno que se espalhou por todo o mundo.

Já Gattuso teve uma experiência infeliz à frente da seleção de Itália - falhou a qualificação para o Mundial'2026 - e revelou que só conseguiu assistir à fase a eliminar.

"Tenho poucos arrependimentos, mas dói na mesma. Foi uma desilusão brutal. Nos primeiros meses, custava-me a adormecer, depois disse para mim próprio «mas sim…» e até consegui ver a segunda fase do Mundial. No entanto, a cicatriz vai ficar para sempre", lamentou.

Questionado sobre a relação com Deus, o antigo selecionador da squadra azzurra, teve uma resposta enigmática: "Há 15 anos que tomo cortisona por causa do meu problema nos olhos, outro no meu lugar pesaria 200 quilos. Houve um momento em que quis desistir, mas continua-se em frente, enquanto Deus nos der força."

Por fim, recordou a morte da irmã há seis anos quando esta tinha 37 anos.

"Daria tudo para passar mais uma hora com ela. Espero que os meus filhos me façam avô", concluiu com uma mensagem de esperança para o futuro.

Sem comentários:

Enviar um comentário