Três meses depois da interdição feita pelo governo regional de Madrid ao Estádio de Vallecas devido a "graves problemas de segurança", o Rayo Vallecano voltou a jogar em casa - perdeu o troféu de Vallecas frente ao Cagliari nos penáltis depois de um empate (1-1) no tempo regulamentar, este sábado.
Contudo, o regresso ficou marcado por um ato de vandalismo nos camarotes ainda na noite de véspera. As cadeiras foram rasgadas, cobertas de tinta e foi escrita uma mensagem para o presidente Raúl Martin Presa: "Presa, vai-te embora já!".
Recorde-se que o líder máximo do clube mantém uma relação de tensão com parte dos adeptos, sobretudo ligados às claques, e vice-versa. Os adeptos acusam Raúl Martín Presa de gerir o clube de forma autoritária, de negligenciar as infraestruturas e de tentar descaracterizar a identidade do Rayo Vallecano, uma vez que o presidente pondera mudar para um novo estádio fora do bairro.
Rayo Vallecano culpou o governo regional da Comunidade de MadridO estádio atual é propriedade do governo regional da Comunidade de Madrid e não do clube. Recentemente, a administração regional iniciou um processo para extinguir a concessão do recinto ao Rayo Vallecano devido a problemas de conservação, propondo modelos de gestão alternativa ou parceria público-privada.
Por isso, em comunicado, o clube atacou Mariano de Paco Serrano, conselheiro do da Cultura, Turismo e Desporto da região: "É esta a parceria público-privada que o conselheiro do Desporto deseja para o Estádio de Vallecas? Estas imagens são a clara consequência do ódio semeado e revelam como o Conselheiro entende a parceria público-privada da qual fala".
"O Rayo Vallecano conseguiu a reabertura do estádio depois da Comunidade de Madrid não realizar nenhuma obra neste verão, após o Rayo Vallecano ter demonstrado total conformidade com todas as normas e ter refutado o relatório da auditoria escandalosamente incorreto que serviu de pretexto para suspender a concessão do estádio", prosseguiu.
"Estas são as consequências da colaboração e coexistência de funcionários públicos com grupos extremistas", concluiu a nota do clube.
No próximo sábado, dia 10 de outubro, o Rayo Vallecano irá receber o Athletic Bilbao, em jogo da 8.ª jornada da La Liga neste clima de tensão.