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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Klopp dispara contra insultos racistas: «Tenho pouco tempo para estupidez»

 

A aventura de Jürgen Klopp no comando da seleção alemã não está a ser propriamente airosa. A Mannschaft empatou com a Holanda (1-1) e perdeu com a Grécia (0-1) no arranque da campanha na Liga das Nações, sendo que agora há um outro ponto de conversa, que o selecionador classificou prontamente de "estupidez". É que surgiram críticas nas redes sociais, com adeptos alemães a considerarem que a equipa eleita por Klopp "não era suficientemente alemã" ou "suficientemente branca", algo que o técnico arrasou.

"Não há razão nenhuma para nos preocuparmos com essas pessoas. Elas não têm o meu tempo nem estão no meu pensamento. Na vida normal, tenho pouco tempo para a estupidez. E para as redes sociais também não. O grande problema hoje em dia é que toda a gente pode dizer o que pensa. É uma loucura quando acontecem coisas destas", disparou, na antevisão do encontro desta quinta-feira com a Sérvia.

Klopp garantiu que o ambiente na seleção alemã é muito saudável e alheio a todos estes insultos. "O grupo não podia ter uma convivência mais extraordinária. O Mundo devia seguir o exemplo de um balneário desportivo. Ali, toda a gente é respeitada com base nos factos certos e não é descredibilizada com base em opiniões falsas. Ponto final!", sentenciou.

Abandono de Ronaldo é "terramoto" económico, pode custar patrocínios e "minguar" a marca FPF

 

O abandono do estágio da seleção nacional por Cristiano Ronaldo é um "terramoto" económico, que ameaça provocar o cancelamento de patrocínios e "minguar" a marca da Federação Portuguesa de Futebol, alertou esta quinta-feira o especialista em marcas Carlos Coelho.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da consultora de branding Ivity Brand Corp considerou que a crise aberta com a saída do capitão de equipa representa uma "perda de valor imensa", que nenhum resultado desportivo conseguirá estancar, criticando a "cegueira de autoridade" com que o principal ativo do futebol nacional foi gerido.

"A marca da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) mingua muito, portanto, tem-se um retrocesso muito significativo com este acontecimento inesperado e muito mal gerido do ponto de vista do valor ou da perda de valor que isso significa", afirmou Carlos Coelho, sublinhando que a desvalorização do produto FPF é inevitável quando se perde um dos ativos de maior notoriedade mundial.

O especialista explicou que o impacto não coloca em causa a continuidade nem o futuro desportivo da equipa das 'quinas', mas afeta diretamente a vertente económica e comercial do futebol.

"Não é um terramoto no sentido em que desmorona a seleção, não vai deixar de existir, vai continuar, vai jogar, se Deus quiser vai ganhar. Não é isso que está em causa, o que está em causa é uma desvalorização de uma marca. De um momento para o outro perde um dos seus ativos", salientou, acrescentando que "há centenas de milhões de pessoas no mundo que veem Portugal jogar apenas por causa de Cristiano Ronaldo, não querem saber se ganha ou perde".

Para o consultor, o afastamento do futebolista do grupo de trabalho atinge o coração financeiro da FPF numa altura em que "o futebol deixou de ser desporto para ser uma indústria bilionária", cuja sustentabilidade depende da capacidade de ampliar audiências.

"Ponham-se no lugar de um patrocinador que assinou contrato na perspetiva de associar a sua marca a estes ativos. Têm mais do que motivo para dizer que os pressupostos mudaram e exigir reuniões, até ao limite de cancelarem contratos. O interesse dos portugueses pela seleção pode subir, mas o desinteresse do mundo vai aumentar", advertiu.

Sublinhando o paralelo com uma deslocação do Al Nassr à China - em que a ausência do internacional português fez descer a assistência no estádio de 55 mil para cinco mil espectadores -, Carlos Coelho sustentou que o alcance internacional da equipa das quinas sofre um "retrocesso muito significativo".

O especialista criticou a forma como o processo foi conduzido, alinhando com posições como as do ex-treinador Alex Ferguson, para quem a desvalorização do jogador constitui "uma destruição de valor" evitável.

"O maior ativo de sempre do futebol português devia ser tratado com respeito e cuidado. Se tem 41 anos, não pode ser gerido, nem desportivamente, nem comunicacionalmente, como um jovem de 17. O que aconteceu foi uma prova de falta de autoridade", sustentou, em referência ao selecionador Jorge Jesus.

Carlos Coelho defendeu ainda que eventuais bons resultados desportivos não serão suficientes para travar o impacto no mercado internacional, sendo urgente desenhar uma nova abordagem institucional para o atleta.

"Isto não se resolve com bons resultados, porque o resultado só interessa aos portugueses. A única forma de mitigar o efeito é encontrar um lugar para Cristiano Ronaldo na estrutura da seleção - que não precisa de ser no relvado, mas onde o banco não é de certeza" -, através de uma solução diplomática que dignifique o papel que desempenhou ao longo de 20 anos ao serviço do país, sustentou.

Catalães dizem que João Félix quer voltar ao Barcelona e Jorge Mendes já está a mexer-se nos bastidores

 

A viver um dos melhores momentos da sua carreira, tanto no plano interno, no Al Nassr, como na Seleção Nacional, João Félix estará a preparar um eventual regresso ao futebol europeu, tendo o Barcelona como principal objetivo. De acordo com o 'Sport', Jorge Mendes terá inclusivamente já contactado o clube catalão, fazendo notar que o contrato do internacional português termina no final da temporada e que a vontade do avançado é voltar ao Velho Continente e jogar no clube da Cidade Condal. Do lado do Barcelona a ideia atual é de que o reforço da zona ofensiva não é prioritário, mas o facto de ser uma oportunidade de mercado poderá fazer com que o negócio aconteça.

A confirmar-se esta mudança, Félix voltaria ao Barça quatro anos depois de lá ter jogado, na altura por empréstimo do Atlético Madrid. Nessa passagem, acumulou 44 jogos, tendo marcado 10 golos e 6 assistências. Teve bons momentos, mas também se apagou noutros tantos, o que acabou por levar os catalães a não exercer a cláusula de opção que detinham. Na altura voltou então ao Atlético, antes de rumar ao Chelsea por 52 milhões de euros, mas outra vez sem grande sucesso.

Esteve cedido ao AC Milan e, no início da época passada, mudou-se em definitivo para o Al Nassr, onde viria a reencontrar o seu melhor futebol, o que o levou a voltar a ser figura na Seleção Nacional.