Arrancou esta semana no Tribunal de Paris o julgamento do assalto à casa de Gianluigi Donnarumma, na Avenue Montaigne, no centro da capital francesa, em 2023. O 'Daily Mail' teve acesso ao depoimento do guarda-redes do Man. City, que na altura jogava no PSG, e o que este descreve revela um autêntico cenário de terror vivido naquela noite.
O futebolista italiano afirma que ele a mulher, Alessia Elefante, que na altura estava grávida, foram acordados por um homem que entrou furtivamente no quarto e que lhes pediu silêncio. De seguida, agrediu Donnarumma na cara com uma soqueira e ameaçou-o com uma faca, obrigando-o a indicar onde tinha os relógios guardados.
Já Alessia Elefante contou que foi também ameaçada e agredida por outro assaltante, que lhe exigiu relógios e dinheiro. Ela entregou então um relógio da marca Cartier, várias joias e 2.000 euros em numerário. Os criminosos exigiram também a chave do cofre, mas Alessia disse que não sabia o código, mas que este estaria vazio. Como resposta, foi agredida nas coxas, mesmo depois de avisar que se encontrava grávida. O marido acabou por dar as chaves, mas o cofre estava efetivamente vazio.
Além das joias, dos relógios e do dinheiro, os assaltantes levaram ainda as chaves de um Mercedes e de um Lamborghini.
Mais tarde, os quatro envolvidos no assalto foram identificados e detidos e esperam agora conhecer a sentença. Ilyas Kherbouch e Khyan Mamouni, que na altura tinham menos de 18 anos, são acusados de ter planificado o crime e de serem os mandantes, mas negam tudo. Ambos já se encontram presos, depois de terem sido condenados por um tribunal de menores a 3 e 4 de anos de prisão, respetivamente.
Um terceiro acusado é Moktar Diop, que admitiu ter participado, mas recusa ter utilizado violência. O quarto suspeito suicidou-se na cadeia em 2024.

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