Tudo aconteceu antes mesmo do apito inicial do jogo entre o Villarreal e o Betis, quando as duas equipas entraram em campo com uma camisola de apoio a Ceuta, onde podia ler-se "somos todos caballas" numa iniciativa, como explicaram os clubes em comunicado, "de solidariedade paa com a cidade autónoma e todos os seus cuidadãos que estão a viver uma situação complexa nas últimas semanas por causa da crise migratória".
Ez Abde, jogador do Betis e único internacional marroquino nos 11 iniciais de cada equipa, vestiu essa mesma camisola que gerou polémica nas redes sociais. Após o encontro que terminou num 2-1 favorável à equipa sevilhana, a conta de Instagram do extremo de 24 anos foi invadido por comentários insultuosos e ameaçadores e Abde acabou mesmo por apagar todas publicações na rede social.
Entretanto, Ez Abde recorreu à mesma rede social (Instagram) para pronunciar-se sobre toda a polémica:
"Escrevo este comunicado para clarificar a situação ocorrida no jogo do campeonato frente ao Villarreal. Primeiro quero deixar claro uma coisa, em nenhum momento vesti a camisola referente à cidade de Ceuta com um objetivo político ou desprezo pelo meu povo, o povo marroquino. Esta camisola era de caráter social em apoio a uma população, independentemente da sua nacionalidade, que estão a viver uma situação complicada. Isto não é uma desculpa e quem quiser usar isto para duvidar do amor que tenho pelo meu país é livre de o fazer, eu vou continuar a viver cada da de cabeça levantada e vou continuar a representar com orgulho e sacrifício as minhas raízes", escreveu Abde.


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