Se ontem a notícia era a reunião (vindoura) entre Ruben Amorim e Gerry Cardinale por causa do plantel do Milan, hoje a notícia... é o próprio plantel. Segundo escreve o 'Corriere dello Sport' esta terça-feira, a decisão de Mike Maignan e Adrien Rabiot prolongarem as férias até dia 16, praticamente a uma semana do início da Serie A, está a gerar mal estar.
Depois da dupla francesa ter disputado o Mundial'2026, a indicação era de que se iriam apresentar amanhã, dia 12, em Milanello, para começarem a trabalhar com a equipa e conhecer o novo treinador, uma vez que ainda não estiveram com o técnico português desde que este assumiu o cargo. No entanto, avança o jornal, quer o clube quer Amorim deram luz verde a que o guarda-redes e o médio tivessem mais quatro dias de descanso com a indicação expressa de que cumpram um plano de trabalho personalizado nos respetivos destinos de férias. Do ponto de vista contratual, explica o 'Corriere', estão no seu direito uma vez que terminaram o 'seu' Mundial a 18 de julho (derrotados pela Inglaterra por 6-4 no jogo de atribuição do 3.º lugar), mas os adeptos não escondem o desagrado pelo facto do clube ter dado o seu aval até porque comparam com outros rivais: Marcus Thuram regressou aos treinos no Inter no dia 9, Lautaro Martínez - que ficou mesmo até à final do Mundial - apresentou-se no dia 9...
Mais. O facto de Maignan, na qualidade de capitão do Milan, não ter interrompido as férias para comparecer no funeral de Franco Baresi (a lenda dos rossoneri faleceu a 31 de julho), numa altura em que a equipa estava na Austrália e apenas Christian Pulisic e Santiago Giménez marcaram presença, não caiu no goto dos tiffosi...
O 'Corriere dello Sport' aponta mesmo para que a dupla francesa possa ser colocada no mercado, mas o AC Milan considera Maignan e Rabiot "pilares" da equipa, pelo que estão no lote de inegociáveis.

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