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domingo, 14 de junho de 2026

Messi à porta de bater recordes no Mundial'2026

 

O argentino Lionel Messi estreia-se na quarta-feira, frente à Argélia (2 horas), e tem pela frente mais um monte de recordes para bater.

Aos 38 anos, o jogador que atua atualmente nos norte-americanos do Inter Miami conseguirá logo um registo ímpar mal o jogo tenha início, em Kansas City, ao tornar-se o primeiro futebolista da história a disputar jogos em seis Mundiais - caso seja utilizado frente aos africanos.

Depois das presenças em 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, Messi disputará nos Estados Unidos, no México e no Canadá o seu sexto Mundial, registo que Cristiano Ronaldo irá igualar... horas depois frente à RD Congo (18H).

Para trás, ficarão as cinco dos mexicanos Antonio Carvajal (1950/1966), Rafael Márquez (2002/2018) e Andrés Guardado (2026/2022) e do alemão Lothar Matthäus (1982/1998).

Com a entrada em ação em prova, Messi reforçará também mais dois registos máximos da história dos Mundiais que já lhe pertencem: o de jogos disputados - somará o 27.º - e também o de minutos em campo, sendo que partirá dos 2.315.

Para começo de jogo, será assim, mas, com o seu decorrer, outras marcas arriscam-se a cair, nomeadamente o dos golos, sendo que na final de 2022, com um bis, no triunfo após penáltis com a França (4-2, após 3-3 nos 120 minutos), deixou a contagem nos 13.

Messi está presente no quarto lugar dos melhores marcadores, lado a lado com o francês Just Fontaine. O internacional argentino pode subir ao terceiro lugar, e juntar-se ao alemão Gerd Müller, caso marque um golo, ao brasileiro Ronaldo no segundo, se alcançar dois golos, e ao também germânico Miroslav Klose na liderança, se faturar três vezes.

Quando o argentino começar a jogar, a tabela já pode, no entanto, estar alterada, até porque o francês Kylian Mbappé joga antes, frente ao Senegal, e só tem menos um golo do que Messi, seguindo em sexto, com 12, ao lado do rei Pelé.

No que respeita a contribuição direta para golos, juntando os marcados com as assistências, Messi já lidera isolado, pois, além dos 13 tentos, soma oito assistências.

A arte de colocar adversários na cara do golo é, aliás, uma das maiores qualidades do argentino, que fez assistências nos cinco Mundiais que jogou, mais uma recorde que pode amplificar em solo americano.

No final do encontro com a Argélia, um outro recorde pode ser igualado pelo argentino, o de maior número de vitórias: se a Argentina ganhar, somará a 17.ª, deixando para trás o brasileiro Cafu e juntando-se no a Miroslav Klose.

Messi pode, assim, acabar a edição de 2026 - isolado ou não - como recordista de presenças, jogos, minutos, golos, contribuições para golos (soma de golos e assistências) e vitórias, sendo que, lá mais para a frente, poderá conseguir outras marcas.

Uma das que perseguirá, certamente, é a terceira presença numa final, depois de 2014 e 2022, o que o tornaria recordista a par do brasileiro Cafu (1994, 1998 e 2002).

Se pode igualar o antigo lateral canarinho, não tem hipóteses de replicar o que fez o rei Pelé, único jogador da história com três títulos: se repetir o triunfo de há quatro anos, conseguirá subir ao segundo lugar do ranking.

Nessa posição, já estão, atualmente, 20 jogadores, sendo que Messi se juntaria a eles com todos os seus outros companheiros de seleção que repetem em 2026 a presença de 2022.

Se voltar a vencer, o jogador nascido em Rosário a 24 de junho de 1987 - o que significa que festejará o 39.º aniversário em plena competição - será também candidato a uma terceira Bola de Ouro, para o melhor jogador da competição.

O argentino já é recordista a solo também neste prémio, pois foi eleito o melhor em 2014 e 2022 e nenhum outro jogador replicou a distinção, sendo que ela só existe desde 1978. Numa lista oficiosa para trás, continuaria só.

Messi tem, assim, muitos recordes para derrubar, o que foi um pouco a história de toda a sua carreira, sendo que, como disse sempre, os registos interessam-lhe pouco: o objetivo é apenas um, a conquista de novo troféu de campeão.

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