O Mundial'2026 que está prestes a arrancar nos EUA, México e Canadá será marcado por temperaturas e níveis de humidade elevados e, por isso, as seleções, principalmente as equipas técnicas e os departamentos médicos, têm de estar preparadas para lidar com as consequências, principalmente a desidratação. É o alerta deixado por Stephen Smith, especialista em lesões no desporto, que foi contactado pelo jornal 'The Sun'.
"Com as temperaturas que prevemos, a perda de água pode exceder os 1,4 kg por hora, e é por isso que a FIFA implementou as pausas de três minutos para hidratação em cada parte e bancos com controlo de temperatura", disse ao tabloide britânico, antes de alertar também para a "quebra de rendimento" e consequente necessidade de rotação durante a competição.
"O calor não é uma questão secundária. Os relvados quentes secam mais depressa e endurecem, pelo que os jogadores, sob o efeito do calor, competem de forma mais acelerada e apresentam piores mecânicas de receção no solo. Haverá uma quebra no rendimento físico mais rápida do que aquela que habitualmente vemos e, por isso, assistiremos provavelmente a uma maior rotação de jogadores para compensar esse facto", avisou.
"Não haverá uma alteração na velocidade do jogo porque a capacidade dos atletas é a que é. No entanto, se uma equipa começar a quebrar fisicamente e o treinador adversário lançar pernas frescas que consigam manter o mesmo nível físico poderá ter impacto no jogo. Portanto, essa torna-se uma consideração tática".
O Mundial'2026 arranca na quinta-feira com o México-África do Sul (20h em Portugal Continental). Portugal inicia a participação na prova no dia 17, defrontando a República Democrática do Congo às 18h (hora de Portugal Continental).

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