Quase ninguém tinha dado por Andrew até o brasileiro, de 20 anos, fazer a estreia pelo Gil Vicente no Estádio da Luz, na 20.ª jornada. A vitória sobre o Benfica por 2-1 representou uma estreia a doer no campeonato para um jovem valor que nem sequer estava apontado à equipa principal.
Com efeito, o guarda-redes chegou a Barcelos com 19 anos a custo zero, proveniente do Botafogo, emblema brasileiro que ficou com 30 por cento dos direitos económicos do futebolista. A ideia era colocar Andrew a ganhar rotina na equipa B gilista, mas como o projeto não avançou o keeper foi integrado no primeiro plantel, em teoria, com remotas possibilidades de sair da sombra de Ziga Frelih e Brian Araújo.
Antes de avançar para a baliza do Gil Vicente na Luz, aproveitando a lesão de Ziga Frelih, Andrew tinha sido titular num jogo da Taça de Portugal, um triunfo fácil sobre o Condeixa, por 5-0. Brian Araújo, por seu turno, fizera dois jogos, um na Taça de Portugal, diante do Leça, e outro na Liga, contra o Vizela. Andrew teve o momento alto no Botafogo quando em 2019 foi chamado à seleção brasileira sub-18. Representava o clube carioca desde os 11 anos, mas quando subiu à primeira equipa era o quinto guarda-redes, atrás de de Douglas Borges, Gatito, Cavalieri e Diego Loureiro.
No Gil Vicente arriscou o mesmo destino, mas Ricardo Soares viu nele potencial para ser dono da baliza. E ele aí está: em seis jogos sofreu só três golos e manteve a baliza a salvo em três ocasiões.
Sem comentários:
Enviar um comentário