Reeleito para o segundo mandato no Sporting, Frederico Varandas congratulou-se pela vitória expressiva nas eleições. Apontando o nome de João Rocha, o presidente leonino falou na importância da estabilidade.
«Venceu a estabilidade. Os sócios do Sporting votaram por isso. Gostaria de recordar que está a fazer cerca de 40 anos da última vez um presidente cumpriu um segundo mandato. Estamos a falar em 1982, no presidente João Rocha. Desde aí, o Sporting entrou num ciclo de instabilidade destrutiva. A isso se deveu a falta de sucesso desportivo. Esta vitória não é do presidente, não é dos órgãos sociais, mas da estabilidade do Sporting Clube de Portugal. Há uns meses tinha alertado que o Sporting precisa de aprender a viver assim depois do que foram quatro décadas de autodestruição que muito condenou o sucesso desportivo. Podemos ter os melhores treinadores do munido, a melhor formação, os melhores jogadores, a melhor massa associativa mas se não houver estabilidade garantidamente não temos sucesso. Por isso, os sócios deram um passo de grande maturidade.»
Frederico Varandas deixou ainda uma promessa.
«Há cerca de 3 anos e meio lembro de ter prometido uma coisa: Chegar a este dia e deixar o Sporting melhor do que quando chegámos aqui. Essa missão está cumprida. E hoje, com 86 por cento dos sócios a votar na nossa lista. vamos fazer o mesmo com a mesma humildade e responsabilidade do que quando vencemos 42 por cento [em 2018]. Porque não há maior honra para um sócio. Vamos continuar a trabalhar, com discrição, sem ruído e pensando sempre no melhor para o clube. Não vou prometer títulos, mas sim que eu e a minha equipa entreguemos o Sporting ainda melhor do que está hoje. Fico muito feliz pela minha equipa ter conseguido chegar aqui hoje com um clube saudável, corajoso, livre, independente, campeão e um Sporting unido. Não à volta de uma direção, de nenhum presidente, está unido à volta de quem realmente interesse, do seu clube», atirou.
Por último, o presidente leonino abordou a contestação.
«É com muito orgulho que o Sporting é um clube democrático e não é um regime como uma Coreia do Norte. Existe direito à opinião e nós respeitamos. Sabemos as dificuldades que passámos, mas um dos grandes méritos da minha equipa é que não nos deixámos ir abaixo quando alguma coisa aconteceu de mal, como também não tiramos os pés do chão quando tivemos vitórias, e foram muitas. Nunca me preocupei muito com o ruído exterior, quem passou por este lugar sabe que tem de ouvir sempre os sócios, mas tomar uma decisão. E muitas vezes os sócios não têm a informação que o conselho diretivo tem. Podem não ser populares, mas são o melhor para o sporting. Tomarei e voltarei a tomar se assim o entender», concluiu.
Sem comentários:
Enviar um comentário