A saída de Messi do Barcelona continua a ensombrar o clube e o presidente Joan Laporta voltou ao assunto para manifestar um desejo curioso: chegou a esperar que perante a impossibilidade de o inscrever devido ao fair-play financeiro, o argentino pudesse jogar… de graça.
A renovação, com o jogador a aceitar um corte no salário, chegou a estar pronta, mas a Liga não o permitiu.
«Não fiquei zangado com Messi. Não me posso zangar com alguém a quem tenho tanta estima. Quando se chega ao momento em que as duas partes vêm que não vai ser possível há uma certa tristeza. Eu sei que ele queria muito ficar, mas também estava muito pressionado pela oferta de Paris [do Paris Saint-Germain]. Tive esperança, à última hora, houvesse uma mudança e dissesse: ´jogo grátis´. A liga até poderia ter aceitado mas não poderíamos pedir a Messi que fizesse isso», disse em entrevista à rádio RAC1.
Laporta disse também que, a partir do momento em que se percebeu que Messi não poderia ficar, nada mais havia a fazer, muito menos tomar atitude que pudesse colocar em causa o futuro do clube. «Pensei que tinha de fazer o melhor para o clube e não colocar em risco a instituição.»
Messi saiu assim apenas com uma conferência de imprensa, sem um último jogo em que se pudesse despedir. «Ele já tinha a oferta do PSG, todos sabiam que tinha uma oferta muito boa. Gostaria de lhe poder fazer uma homenagem, ele merece uma coisa a sério, se eles quiserem.»

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