Para lá de ter dado conta dos resultados do exercício 2020/21, a SAD do Benfica revelou ainda os valores que encaixou nas mais variadas transferências, sendo aqui de destacar as verbas envolvidas nas saídas de Franco Cervi e Nuno Tavares, já que as mesmas não tinham sido oficializadas.
Vendido ao Celta de Vigo por 4,5 milhões de euros, Cervi rendeu aos encarnados 1,9 milhões de euros, já que foram deduzidos do montante total pouco mais de 2,5 milhões, referentes a "gastos com serviços de intermediação; compromissos com terceiros, após o efeito da respetiva atualização financeira, tendo em consideração o plano de pagamento estipulado; e valor líquido contabilístico do direito do atleta à data de alienação".
A esta verba "terá de ser deduzido um valor de 255 milhares de euros referente ao efeito da atualização financeira, tendo em consideração o plano de recebimento estipulado, o qual será reconhecido como um rendimento financeiro em exercícios futuros". As águias revelam ainda a possibilidade de encaixe adicional de 1,5 milhões de euros, dependente da concretização de objetivos relacionadas com a performance desportiva do Celta de Vigo e do jogador e ainda o direito a receber 20% do valor de uma eventual mais-valia obtida numa futura transferência.
Quanto a Nuno Tavares, foi vendido por 8 milhões de euros ao Arsenal, num negócio que gerou um ganho de 7,5 milhões de euros, "após dedução do montante de 475 milhares de euros que inclui: os gastos com serviços de intermediação, após o efeito da respetiva atualização financeira, tendo em consideração o plano de pagamento estipulado; a retenção do mecanismo de solidariedade; e o valor líquido contabilístico do direito do atleta à data de alienação; a este ganho terá de ser deduzido um valor de 166 milhares de euros referente ao efeito da atualização financeira, tendo em consideração o plano de recebimento estipulado, o qual será reconhecido como um rendimento financeiro em exercícios futuros".
Nota ainda para a transferência de Rúben Dias, que rendeu às águias mais 3,6 milhões de euros (para lá dos 68M€ pagos inicialmente), em face da concretização de objetivos relacionados com a performance desportiva do Manchester City, os quais foram alcançados no final desta temporada.

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