Claudio Tapia, presidente da Federação Argentina de Futebol, criticou rapidamente o modo como foi suspenso o jogo com o Brasil em São Paulo - aos cinco minutos de jogo, delegados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e agentes da polícia federal do Brasil entraram em campo para deportar quatro jogadores argentinos que omitiram, à entrada no Brasil, terem estado nos 14 dias anteriores no Reino Unido.
Mais tarde, a Federação emitiu um comunicado expressando «desconforto», sublinhando que a comitiva estava no Brasil desde dia 3 e remetendo uma decisão para a FIFA.
«A Federação Argentina (AFA) expressa profundo desconforto com a suspensão do jogo entre a Seleção Argentina e a Seleção Brasileira, em São Paulo. Assim como a CBF, a AFA ficou surpreendida com a atuação da Anvisa (autoridades de saúde) assim que o jogo foi iniciado. De referir que a Delegação da Albiceleste estava em território brasileiro desde o dia 3 de setembro de manhã, cumprindo todos os protocolos sanitários em vigor regulamentados pela CONMEBOL para o normal desenvolvimento das Eliminatórias para o Catar-2022. Após o relato dos dirigentes da CONMEBOL e do árbitro da partida, as informações serão encaminhadas ao órgão competente da FIFA de acordo com os regulamentos em vigor. O futebol não deve passar por esses tipos de episódios que prejudicam o espírito esportivo de uma competição tão importante», lê-se.
A seleção regressou, entretanto, à Argentina.

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