Nem tudo aquilo que sempre sonhamos ser é o que nos está destinado. Ramon Calliste, de 35 anos, é o exemplo disso mesmo. O antigo internacional sub-19 pelo País de Gales e jogador do Manchester United - onde treinou com jogadores como Cristiano Ronaldo - chegou a ser apontado como o próximo Ryan Giggs durante a altura em que representava a equipa de sub-18 dos red devils, mas uma lesão 'forçou-o' a dar uma nova direção quanto à sua profissão.
"Quando eu me apercebi que o futebol não me ia dar a vida que eu desejava, foi uma questão de montar algo que me desse [esse estilo de vida] e rápido. Foi então que comecei a por envolver-me com o negócio dos relógios através de alguns contactos que eu tinha do mundo do futebol", começou por contar o ex-futebolista, em declarações ao 'The Sun'.
Depois de 'tímidas' passagens pelo Manchester United e Liverpool, Ramon Calliste acabou por sofrer uma grave lesão num tornozelo e decidiu lançar, em 2013, com o auxílio de alguns conhecimentos que trouxe da sua experiência do mundo do futebol lançou uma empresa dedicada a relógios de luxo, que nos dias que correm tem uma média de 5M€ anuais de lucro.
"Assim que eu vi que isto poderia ser um negócio rentável, lancei a 'Global Watches' em 2013 - altura em que já estava afastado dos relvados - e desde então que tem sido uma empresa que rentabiliza vários milhões de euros. O objetivo é continuarmos a crescer e dentro de cinco ou dez anos vender a empresa, tal como recentemente fez a 'Watchfinder'", acrescentou.
Apesar da quantidade de dinheiro que consegue extrair do seu negócio, Ramon Calliste assume que gerir um negócio é "extremamente complicado", especialmente pelos valores associados aos relógios que vende.
"Gerir um negócio é extremamente complicado. Quando lidas com valores tão altos, existem várias complicações e regulamentos que é preciso seguir à risca. Fazemos tudo conforme as leis. Tenho muita sorte que sempre foi muito lucrativo desde o início. Alguns relógios consegui vender a partir de 250 mil libras [291 mil euros]", vincou.
Contudo, assume que o passado ligado ao mundo do futebol acabou por ajudá-lo. "O facto de ter jogado futebol acabou por ajudar-me. Lidei com muitos futebolistas no início ao vender-lhes relógios, uma vez que já tinha a confiança deles. É possível que existam outras empresas que sejam mais fortes do que a minha, mas uma vez que eu fui jogador de futebol acaba sempre por me ajudar", terminou.

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