Quarta-feira não foi decididamente o dia de Kaká. O médio brasileiro empatou com o Lyon e viu o Real Madrid ser eliminado da Champions na própria casa. Saiu a meio da segunda parte, reagiu mal, atirou palavras feias para Pellegrini e já teve de pedir desculpa por isso. Mas não foi só.
O dia negro de Kaká já tinha começado à chegada ao Bernabéu. O brasileiro foi de táxi para a concentração e... não levou dinheiro para pagar bandeirada. A solução foi pedir a Diarra. Por acaso o companheiro vinha logo a seguir e desenrascou o colega, mas Kaká não evitou um momento constrangedor.
Agora imagine a conversa:
- Mano, orienta-me aí vinte euros. - O quê? - Vinte euros, pá. Arranja-me vinte euros. - Para que queres vinte euros? - Para pagar o táxi, pá. - Qual táxi? - Aquele ali. Olha-o ali... - Os 830 mil euros que o Real te paga não chegam? - Anda lá, os gajos estão a filmar. - Espera aí, vou buscar.
A partida entre o Deportivo de Quito (Equador) e o Internacional (Brasil), a contar para a Taça Libertadores, ficou mais marcada por incidentes do que pelo próprio futebol em si. O empate a um golo foi esquecido em virtude de um erro do árbitro da partida, o colombiano José Buitrago, que assinalou um penalty mas que depois voltou atrás.
O lance polémico envolveu o guarda-redes do Internacional de Porto Alegre, Pato Abbondanzieri. Num lance dividido com um avançado do Deportivo, houve um choque entre os dois, que fez o juiz da partida assinalar uma grande penalidade. Erradamente. É que o guarda-redes foi a vítima e não o infractor.
Depois dos enormes protestos do guardião do Inter e do treinador, Jorge Fossati, José Buitrago achou por bem consultar o seu auxiliar Wilson Berrío. Depois da conversa entre ambos, José Buitrago decidiu voltar atrás na sua decisão. Quem sofreu com o ajuizamento do lance? O autocarro do Internacional.
Os adeptos do Deportivo de Quito não estiveram para meias medidas, e à saída do Estádio de Estádio Olímpico Atahualpa, o autocarro onde seguia a equipa do Inter foi apedrejado. O resultado: vidros partidos e um ferido. O desafortunado foi Taíson, que sofreu um corte no nariz por causa dos estilhaços.
Provavelmente, nunca ouviu falar deles. Ou apenas de passagem. O Arsenal alarga a sua rede e captura jovens talentos, contornando as leis de transferências em Inglaterra. Os Gunners gastaram 6 milhões de euros em três pérolas do continente americano que ainda não têm carta de condução.
Damián Martinez é um guarda-redes argentino. Wellington Silva é extremo e nasceu no Brasil. Da Bolívia, chegou o ponta-de-lança Samuel Galindo. Eles serão o futuro do Arsenal, contratados com apenas 16 anos. Nenhum deles é inglês, mas essa crítica fica para os inúmeros adeptos contestatários da política.
Wellington custou 4 milhões de euros, apresentando-se no Arsenal em Janeiro de 2011. Até lá, ficará no Fluminense. Damian Martinez, um guarda-redes descoberto no Independiente da Argentina, assinou em Agosto mas continuará no seu clube por mais um ano. Custou 1,6 milhões de euros. Samuel Galindo, revelado pelo Real America, chegou a Londres em Janeiro. Ficou por 500 mil euros, mais objectivos.
Sandro Orlandelli, olheiro do Arsenal na América do Sul, apresenta dezenas de relatórios. Denilson já está na equipa principal dos «gunners». Pedro Botelho, um brasileiro com passaporte português, foi contratado em Janeiro de 2008 mas nunca viveu em Inglaterra. Foi emprestado a Salamanca e Celta de Vigo. Na altura, o clube londrino também queria capturar um jovem argentino, de nome Angel Di María. Em vão.
Wellington Silva, agora com 17 anos, é o diamante mais ansiado da fornada. Traquina, gingão ao estilo brasileiro, palmilha todos os espaços do meio-campo para a frente. Corre, finta, vem para trás e finta mais um pouco. Franzino, o extremo destacou-se num torneio em plena Inglaterra, com vitória final para o Flu. Pouco depois, estava em Londres para um período de experiência. Com apenas 15 anos. Em Janeiro de 2010, a contratação foi selada.
O Fluminense tenta aproveitar o miúdo enquanto pode. A 28 de Fevereiro, Wellington Silva chegou ao onze. Um golo e uma assistência. Deixou água na boca. «É uma pena. Temos de desfrutar dele enquanto possível», desabafa o treinador Cuca. Pouco depois, Wellington fala. Fala e chora. É mais um miúdo vindo do nada, das favelas do Brasil. Chegou e já foi embora.
Denilson, médio já ambientado ao Arsenal, falou sobre Wellington após a goleada frente ao F.C. Porto. «Ele esteve aqui há pouco tempo, jantei com ele, dei-lhe conselhos. Vem em Janeiro e é mais um menino, que precisará de ajuda, como eu precisei. Depois é esperar, valor ele tem», disse o brasileiro.
Samuel Galindo também entusiasma, mas o seu passado recente foi assombrado por uma reportagem da televisão boliviana. Teria 20 anos e não 17, como afirma. Foi contratado para ser emprestado e já chegou à selecção principal da Bolívia, impressionando pela estampa física. Sobre Damián Fernandez, escasseiam informações e imagens . Esperar para ver.
José Antunes tem 52 anos, e é Padre na cidade de Guimarães. O Padre Antunes, como é assim conhecido, cultiva outras paixões para além de espalhar a palavra de Deus. O seu amor pelo futebol é eterno e ainda é mais antigo que a sua carreira religiosa.
O seu primeiro contacto com a bola ocorreu ainda em pequeno, com os amigos e irmãos no pátio da paróquia de Serzedelo. José Antunes desde cedo teve fome de bola, facto que o levou aos altares de algumas igrejas na cidade de Guimarães. Uma história no mínimo curiosa.
Força divina nas eleições do Vitória
O paralelismo entre a religião e o futebol começou em 1967. Depois de ter sido treinador das camadas jovens do Vitória de Guimarães, emblema que traz cravado no coração, o sócio número 2729 do Vitória acorreu a um chamamento. O padre responsável pelo Seminário de Serzedelo tentava angariar mais pessoas para o exercício da profissão, quando entrou em contacto com o Padre Antunes, o José na altura.
José não prestava muita atenção às palavras do Sr. Padre, que apelava ao facto de Jesus precisar de novos seguidores, até ser dita a frase certa: quando lhe foi explicado que «no Seminário se podia jogar futebol sem os puxões de orelha dos pais e padre da paróquia» originados por vidros e plantas partidas, José Antunes não pensou duas vezes. Tinha encontrado a sua vocação, «muito alimentada pela possibilidade de jogar à bola», tal como explicou.
«Senti-me na obrigação de ajudar o Serzedelo»
17 anos após esta conversa, era José Antunes que vestia a batina e a estola na igreja de Serzedelo. Como é óbvio o futebol não foi esquecido. Foi nesta altura que o Padre Antunes assumiu cargos menores no clube da sua terra natal, até que em 1992 chega à presidência. Presidente e Padre, José Antunes conduziu as duas carreiras até o ano de 2000, altura em que findou a sua função como dirigente máximo do Serzedelo.
Um interregno de 8 anos deixou o Padre Antunes afastado do cargo de dirigente desportivo até que em 2008 voltou à acção. Padre Antunes acorreu aos pedidos de amigos: «Eu não queria nada voltar a ser presidente do Serzedelo, mas senti-me na obrigação de acolher e cumprir os pedidos de amigos meus dentro do clube. E foi assim que voltei para lá».
«Barcelona é o sentido do povo da Catalunha»
A sua paixão pelo futebol vai além fronteiras: para além de Presidente do Serzedelo e sócio do Vitória de Guimarães, o Padre Antunes é também sócio de um dos gigantes do futebol mundial. O Barcelona é a sua outra grande paixão. «Para além de adorar a cidade, o Barcelona faz jus ao seu slogan. É de facto muito mais que um clube. O que mais me fascina é a componente social e o espírito inconfundível que lhe é inerente» explica o Padre Antunes.
José Antunes não pode estar sempre presente no Camp Nou devido à sua profissão, mas sempre que pode dá lá um saltinho. «Quando vejo que tenho um fim de semana mais calmo e que posso pedir a algum colega para me substituir da igreja, não hesito e viajo até Espanha. Aquele clube é o sentido do povo da Catalunha».
E precisamente na Catalunha já assistiu a vários jogos dos «culés» contra equipas espanholas mas também com equipas de outros países como o Liverpool ou o Santos. Mas de todos os jogos que assistiu por terras espanholas, o que ainda guarda na memória teve lugar na casa do eterno rival do Barcelona: o Real Madrid. O jogo contava para a Taça do Rei e ainda se lembra que « o Figo marcou dois golos na vitória do Barça sobre o Bétis de Sevilha por 5-3».
O avançado Paulo César e o Sp. Braga chegaram a acordo para a renovação do vínculo que une as duas partes. O brasileiro fica no Minho até 2012, de acordo com o site oficial dos bracarenses.
Paulo César mostrou-se «bastante feliz» pelo novo contrato rubricado, que acaba por corresponder ao seu desejo.
«O meu desejo sempre foi permanecer neste grande Clube e ajudar na conquista dos seus objectivos. Posso garantir que vou continuar a ser um “Guerreiro do Minho” e contribuir para os sucessos deste emblema», disse o avançado.
No mínimo, este caso é insólito. Passou-se em Itália e dá que pensar.
O Borgo a Buggiano, equipa da Serie D, foi penalizado pela federação com a aplicação de uma derrota, a subtracção de um ponto e 1000 euros de multa no jogo frente ao Fossombrone.
O motivo? Não ter regressado para jogar a segunda parte, depois de um dirigente e speaker do clube morrido devido a um ataque cardíaco durante o tempo de descanso.
A direcção do Borgo a Buggiano recorreu da decisão, explicou que nenhum dos atletas estava em condições emocionais de jogar futebol, mas a entidade federativa foi implacável. «Não houve motivo de força maior» para a interrupção da partida.
No futebol o sangue ferve por várias razões. Os jogadores de futebol são muitas vezes alvo de agressões e insultos e por vezes é difícil manter a postura e ter a calma necessária para não responder na mesma moeda. Mas não é o caso.
Num jogo a contar para a Liga dos Campeões Asiática entre o Melbourne Victory e o Seongnam Ilhwa, Robbie Kruse (Melbourne Victory) e Kim Sung-Hwan foram as personagens principais de um episódio no mínimo caricato.
A confusão ficou instaurada quando Kim Sung-Hwan rasteirou Kruse que seguia em velocidade com a bola controlada. Kruse não gostou e respondeu com um «chega para lá» na cara de Kim Sung-Hwan quando este se desculpava pela entrada faltosa.
Mas a vingança é um prato que se serve frio. E Kim Sung-Hwan teve a frieza necessária para esperar pelo momento certo e atacar as partes mais desprotegidas do jogador do Melbourne Victory.
Vale a pena ver a reedição de um episódio já protagonizado por Vinnie Jones e Paul Gascoigne na época 87/88.
Costa-marfinense não apresentou os documentos necessários para a sua legalização.
Seydou Koné já não é jogador do União de Leiria. O avançado da Costa do Marfim foi despedido, na sequência de um processo disciplinar que lhe tinha sido movido pela SAD leiriense depois de não ter apresentado os documentos necessários para se legalizar em Portugal. Sem possibilidade de pedir no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras o visto de trabalho necessário para que o jogador pudesse continuar a exercer a sua profissão, aos dirigentes leirienses não restou outro remédio que não rescindir o contrato que ligava as partes, alegando justa causa para o efeito.
Koné, de 26 anos, nunca se conseguiu afirmar em Leiria, onde chegou ainda quando Manuel Fernandes era o treinador da equipa. Com Lito Vidigal todo o seu espaço de manobra ficou reduzido, tendo mesmo constado da lista de dispensas em Janeiro. Os problemas que levaram ao despedimento impediram, na altura, o seu empréstimo.
Enzo Francescoli e Zinedine Zidane são os padrinhos de luxo de um programa de televisão que se compromete a preparar craques para o futuro do futebol mundial. Trata-se de um reality show, que se vai passar em Madrid e que colocará à prova 17 finalistas seleccionados um pouco por todo o Mundo.
Os candidatos a participar no programa podem inscrever-se através do site oficial do programa (http://www.crackstv.com), sendo que Francescoli e Zidane começam as selecções duas semanas depois, as quais hão-de conduzir a 17 finalistas, que terão direito a participar no programa televisivo.
O concurso destina-se apenas a maiores de 16 anos e o vencedor terá direito a realizar a pré-época com um clube da liga espanhola. «A ideia é poder transmitir que não basta ter talento, também é necessário muita vontade, inclinação para o trabalho, capacidade de sacrifício e de saber conviver», disse Frascescoli à EFE.
A ideia é manter os jovens como num Big Brother, mas com o objectivo de descobrir um jeito especial para o futebol. «Vão estar um pouco afastados do mundo, durante esses dias vão viver só para futebol, futebol e futebol.» Francescoli e Zidane vão depois avaliá-los, mas também ajudá-los a serem melhores.